Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Diferença entre etnia, tribo, clã e linhagem - Makuta Nkondo

Uma etnia  ou um grupo étnico é grupo de pessoas que têm um herança sociocultural comum, como uma língua e tradições comuns, segundo a sociologia africana (Socaf).


Fonte: Angolense

Enquanto uma Tribo é um conjunto humano que reúne varias famílias sob a autoridade de um mesmo chefe e num espaço territorial dado.

Um Clã é um grupo de pessoas que têm um ancestral comum e uma Linhagem é uma descendência.

Noutras palavras, os povos ou as populações de ascendência comum constituem etnias; as etnias subdividem-se em tribos, as tribos em clãs e os estes em linhagens.

Em todos os países, cada pessoa tem origens étnica, tribal, ciânica e de linhagem. Em Angola, os Angolanos genuínos têm cada a sua etnia, a sua tribo, o seu clã e a sua linhagem de origem.

Essas pessoas são chamadas autóctones ou indígenas e cada um delas tem uma etnia, uma tribo, um clã e uma linhagem.

Cada etnia representa uma nação ou melhor uma Nação é mono-etnica.

Antes da Conferencia de Berlim (Alemanha) de 1885, África era subdivida em Nações verdadeiras cada uma das quais habitada por pessoas de ascendência comum.

Infelizmente, as potencias ocidentais participantes da referida Conferencia subdividiu o Continente Africano em países actuais, na ausência dos donos das terras.

Os países africanos resultantes da Conferência de Berlim são compostos de varias etnias, quer dizer de varias nações, culturas e tradições.

As culturas e tradições são étnicas, tribais e clânicas. Não existem culturas e tradições comuns para estes países.

Por exemplo, Angola tem os povos nomeadamente Kikongo, Kimbundu, Umbundu, Nganguela, Tchokwe, Kwanhama, etc.

Excepto a Somália que é povoada por pessoas pertencentes a uma única e mesma etnia, a Somali, todos os outros países actuais de África são multiétnicos e multiculturais.

No caso preciso de Angola, não existe uma Nação angolana, mas sim existem nações angolanas, assim como culturas angolanas. Uma cultura angolana não existe.

Pois, cada etnia representa uma nação e tem a sua cultura própria. Uma identidade cultural angolana ainda não existe, temos identidades culturais de Angola.

Apesar da sua diversificação, os povos bantuh – em língua kikongo muntu, no singular, significa pessoa; bantu é um plural prefixado de muntu que quer dizer pessoas - têm traços culturais comuns ou aproximados, um mesmo padrão cultural, pois defendem quase os mesmos valores culturais.

Como acima referido, as tradições bantu têm uma mesma coluna vertebral cujas vértebras representam cada uma cultura étnica.

No caso das línguas bantu, um caminho chama-se em Kikongo Nzila, em Umbundu, Onzila, em Nyaneka Onjila, em Kimbundu Njila. Cabrito em Kikongo Nkombo, em Umbundu Ohombo, em Nyaneka Onkombo, etc.

Água em Kikongo Maza, em Umbundu Omeva, em Kimbundu Omenha, etc.

Os nomes traduzem a origem de uma pessoa. Ban Ki-Moon é coreano, Mão Tse Tung, Chinês, Oliveira Salazar é Português, Makuta Nkondo  é bantu ou Africano (Nkongo ou Mukongo).

Ainda a propósito da língua, todos os povos criam as suas criancas nas suas línguas locais. Uma criança desde a nascença é criada na língua dos seus progenitores. Na etnia Kikongo, as primeiras palavras de um bebe são “Tata (pai), mama (mãe)”.

Uma língua que não é falada pelas crianças tende a desaparecer. É o caso da língua Kimbundu falada pelo povo que habita a faixa de terra que vai desde Luanda a Malange, passando por Bengo e Kwanza-Norte.

Outrora a língua Kimbundu era falada na capital de Angola, Luanda. Hoje, raras são as pessoas que falam o Kimbundu. Os próprios elementos pertencentes a esta etnia – Etnia Kimbundu - têm dificuldades de falar correctamente a sua língua. Mesmo nas aldeias da região kimbundu, esta língua tende a desaparecer, a favor da língua portuguesa.

O mesmo acontece com os cognomines (nomes) bantuh de que muitos autóctones rejeitam.

Os portugueses colonizaram Angola durante cerca de cinco séculos (cerca de 500 anos), mas os colonos brancos que aqui viveram não adoptaram os nomes bantu deste país.

Pelo contrário, deram aos indígenas Angolanos os nomes portugueses, dizendo que os nomes bantu eram de cães, macacos, matumbos e sanzaleiros. Criaram um complexo de inferioridade aos autóctones que rejeitaram os seus nomes e a sua originalidade.

Hoje, pelos nomes, muitos Angolanos confundem-se com os europeus.

Por complexo de inferioridade, aqueles que têm nomes bantu, estes (nomes) são amputados, de maneira a aportuguesa-los. Em vez de Nkanga (Kanga ou Canga, amarrar, prender, apreender, deter). Nkondo (Embondeiro) para Kondo ou Condo, Nkosi para Koxi ou Cose, Encoje, Mpanzu para Panzo, etc.

Aproveitando-se deste complexo de inferioridade manifestado pelos indígenas, durante o registo e as campanhas de saúde como a Pentamedina  os colonos deformavam os nomes destes; Sita (Estéril) para Esteves, Nuni (Ave ou pássaro) para Nunes, Mvika para Viegas, Yingila por Ingila, Venasakio para Venâncio, etc. Trocavam igualmente a ortografia e a fonética dos nomes bantu.

Tambem o alimento – que é um outro elemento de identidade cultural de um povo – assim como as maneiras de comer variam de uma etnia ah outra ou de uma tribo ah outra.

A mandioca (funge, kikuanga ou mandioca fervida) é o alimento de base do norte como nas regioes de Kikongo e Lunda; o milho (pirão) do povo do centro e sul de Angola. A banana o alimento principal do povo do Gabão e de São Tomé e Príncipe.

Mesmo o fenómeno da Globalização que reduz o Mundo em aldeia; pois o que acontece numa extremidade do Planeta Terra é visto simultaneamente noutra, através dos Meios de Comunicação e das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) não conseguem destruir por completo as culturas dos povos nem confundi-las.

O fenómeno globalização tende apenas a perverter os valores culturais específicos dos povos.

Como efeito da colonização e da globalização, muitos bantu deixaram de comer com as mãos, usando facas e garfos.

Para os complexados, comer bem na mesa com colher, faca e garfo é motivo de orgulho. Quem come na mesa com colher, faca e garfo é civilizado e assimilado. Em contrapartida, quem come com as mãos é considerado matumbo, não civilizado e sanzaleiro.

De igual modo, comer bife com batata ou arroz é motivo de orgulho, quando o funge é desprezível.

Sem complexos, os orientais como os japoneses, chineses e vietnamitas comem com palitos.

Quem diz que os nossos ancestrais eram matumbos, quando estes tinham os seus modos próprios de vida, as suas ciências como a medicina?

O Camaronês André Esomba contou-me que “num restaurante na Holanda foi motivo de rizo pelos brancos quando lhe viram descascar uma banana com as mãos e come-la, confundindo-lhe com um macaco”. Esomba disse aos que riam dele que “Camarões é um dos maiores produtores de banana no mundo. Só vou comer a banana com a faca, quando o europeu vai comer o pão com a faca”. Foi o silêncio no restaurante.

Todas as etnias bantu criam os filhos dentro da moral cívica das suas culturas. Os bakongo, levantam o recém-nascido pelas pernas e sopram-no nas orelhas recomendando: respeite e obedeça à tua mãe, ao teu pai e à toda pessoa. Toda pessoa é Deus.

Para os banto, o respeito pelos mais velhos é obrigatório. Uma criança não se intromete nas conversas dos pais ou mais velhos, não responde mal  a um mais velho e deve obedecer a todo a gente.

Um mau comportamento é condenável, como injuriar e lutar.

Em todas as etnias banto, uma mulher bantu usa pano. O uso de roupa indecente – calça, calção, mini-saia, cola, roupa transparente ou apertada (juste-au-corps) – não é aceite.

Uma mulher bantu não mostra as partes sensíveis do corpo como o umbigo, as mamas (seios), as coxas e o sovaco.

Um homem não trança cabelo, não usa brincos, não se maquilha nem faz cirurgia plástica. Também um homem não usa cabelo postiço (peruca) e não se veste de um modo indecente.

Em muitas etnias bantu, o alembamento ou casamento tradicional é o mais importante, é o que dá ao marido a categoria de genro. É com o alembamento que se adquire os poderes de marido sobre uma mulher e de pai sobre os filhos.

Sem  cumprir os deveres, sem as “famílias” da mulher comer e beber para a sua filha, o homem pode viver anos com ela e fazer tantos filhos, ele é solteiro  e não é considerado “genro” e nem tem poderes sobre estes (mulher e filhos). São os responsáveis da mulher que dão os poderes ao genro sobre a sua esposa e seus filhos.

Os títulos de genro e pai não se oferecem gratuitamente, conquistam-se.

O incesto é proibido. Um matrimónio ou uma relação amoroso entre “primos” é um crime. Se acontecer, os infractores serão obrigados a casarem-se e comer publicamente a carne de cão. Os infractores são comparados aos cães.

Um casamento só se realiza com o acordo dos pais, principalmente do chefe do clã ou “família” materno chamado “Nkulubundu”. Nunca um casamento ou alembamento se trata com os noivos (jovens) ou entre estes, secretamente, mas sim com os mais velhos destes e na presença das testemunhas chamados “Ntetembua”, representados pelos sábios e anciãos da comunidade.

Nenhuma etnia nem tribo banto recomenda a expulsão de uma viúva e dos filhos órfãos de um defunto.

A viúva e os filhos órfãos fazem parte da herança patrimonial de um defunto e como tal eles (viúva e filhos) devem permanecer em casa. Esta casa pertence ao Lumbu (quintal) do clã materno ou paterno do defunto. No fim do luto, a viúva declara de livre vontade se deseja continuar a viver no lumbu do falecido marido ou não.

terça-feira, 13 de maio de 2014

PROCURA-SE

 
Ele foi visto a última vez, nesta mediações do Benfica "Zona Verde",  entre os bairros Jacaré, Sossego, Canhanga, Tanque Cerra 1 e 2.

Por favor, qualquer informação ou contacto com o mesmo agradeceria imenso que liguem ou
enviem um SMS para:923 25 31 94 - 932 73 06 39 - 917 06 23 05


Por favor agradecia imenso que partilhassem a notícia!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

VIA EXPRESS II



NOVAMENTE NA "VIA EXPRESS II"...

Há muito que se ouvia dizer que "Nem tudo que brilha é ouro e nem toda água é para beber", ai daquele que beber a água da torneira, está turva disse a EPAL... Euêêêêê, kkkkkk, hehehe (risos)! Mas, é assim mesmo o ditado, — Ou seja "Nem tudo que brilha é ouro".

Isto é verdade, "Nem Tudo que Parece é". Hoje celebra-se mais uma vez o Dia do Trabalhador ou o Dia Internacional dos Trabalhadores em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal, Angola e em outros países. E tudo as vezes, parece que os trabalhadores em particular em Angola estão nos seus melhors dias, são bem tratados e remunerados. Nada disso, aqui é Deus nos acuda, estamos de mal a pior em muitos aspectos, apesar de houver já algumas mudanças, que ainda não acho muito significantes.

E uma das grandes causas desta celebre data é a reivindicação da redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Mas, ainda vemos pessoas a trabalharem acima da carga normal de trabalho sem remuneração de horas extras ou outros incentivos económicos.

O Pacato cidadão humilde, filho de camponês  e como o Man Gomito diz, "Guerreiro da Banda". Todos os dia sai de manhã cedo, apanha o seu donga em busca do seu pão de cada dia honestamente, para alimentar-se e também aos seus.

Posto no local de trabalho para exercer as sua funções é deparado com pessoas desonesta, incapacitados, exploradoras com cargos de chefia, e que aproveitam-se da bondade dos outros para mostrarem que só eles é que trabalham. Cambadas de lambe botas, intitulados como "Chefes ou Gerentes"  que deixam todas suas tarefas no alheio sem serem executados, muitas as vezes por falta de capacidade de às efectuarem, que depois no ajusto de contas atiram as culpas nos seus subordinado por não cumprirem o prazo de entrega da mesma por serem delegado o trabalho já muito acima da hora.  Esquece do espírito do equipa, em assumirem junto os erros ou juntos acharem forma de solucionar a situação e empurra simplesmente a culpa. E se a situação for resolvida mesmos em precária situações pelo subordinado, não agradece o esforço e nem faz citação de quem solucionou o problema na hora de apresentar a mesma.

Os nossos irmãos que trabalham nas empresas de Segurança passam dos mais terríveis maus tratos, que não é preciso falar que todos os dias vimos isto nos nossos locais de trabalhos, nas ruas e por aí afora!

Muitas vezes, vamos vendo por aí o "Chefe ou Gerente" feito capataz com brilho escaldante de grande trabalhador em busca de erros dos outros ao invés de ensinar-lhe a fazer o correcto, procura saber quem faltou para penalizar, ao invés de saber que situação se encontra o seu funcionário. Nunca pergunta como vão os seus funcionários no serviço, não parabeniza ou incentiva pelos seus bens feitos. Esqueces sempre de um "Oi", mas está sempre à espreita de uma queda sua para puni-lo, sem ajudá-lo a levantar.

Este é um dos poucos casos e não o pior, muitos angolanos que trabalham até em empresas angolanas, tem passado por situações muito grave. Sem esquecer das situações das disparidades de salários, regalias e outros incentivos económicos, que não tem nenhuma comparação entre um trabalhador angolano e um estrangeiro, que é uma diferença muito enorme. O estrangeiro tem direito à transporte, residência, subsídio de alimentação, contas domésticas pagas e um salário bem gordo! 

Isto muita as vezes não vem à caso comparar, porque eles vem já de fora com um bom contrato assinado e nós muitas as vezes nem contrato temos.

Mas, não se esqueçam que temos todos os mesmo direitos, independentemente de como é o estatuto da empresa, devem prezar sempre pelo bem estar de todos os trabalhadores. Porque é com eles que constituem a empresa, desde as empregadas de limpeza até ao mais alto escalão da empresa.

Apesar de isto, não estar acontecer por falta de bom senso e descumprimento da Lei Geral do Trabalho do departamento dos Recursos Humanos, que tem o dever de zelar pelo empregado e nunca está a favor do empregado, mas sim do empregador. Esquecem dos valores morais e para agradarem os chefes vão avacalhando todos aqueles que eles acham que não podem se defender, para mostranrem que fazem bem o seu trabalho. E como sempre os estrangeiro estão sempre impunes. Mas, a culpa muitas vezes não são deles (expatriados). Mas sim, dos donos da empresa que criam situações que favorecem os mesmo.

Meus irmão angolanos, não se esqueçam que viemos ao mundo sem nada (nus) e voltaremos ao pó simplesmente com roupas, por respeito aos mortos e dignidade de tipo de pessoas que éramos. E muitas as vezes, voltamos mesmos nus. Então, o pouco que muitos almejam é o que os ricos desperdiçam e pouco que temos hoje  é que o rico quer em troca de muito que tem em busca da vida, quando estão na na beira da morte. Meus irmãos, sejamos humanista, honesto e bons profissionais, não vamos pisando em cabeças indefesas, só para agradar o chefe.

A vida é curta e longos são as nossas necessidades da vida, nem todas podem ser supridas. A cada dia é um dia, uma coisa de cada vez,  não é com maldade, arrogância ou ganância, que vamos chegar ao topo. E se assim chegarmos, como muitos lá chegarem pisando na cabeças dos outros,  mesmo assim não tiveram como prémio à "Vida Eterna".

Tiveram sim as coisas fúteis da vida, prazeres ou vivências deste imundo mundo e perderam o amor, carinho de próximos e felicidade no sentido real da vida. A verdadeira vida familiar, sem jogos de interesses, com pai, mãe e filho vivendo em armonia com paz e amor!

Por isso, viva a vida e respeita as regras da vida... Ele é trabalhador, não é escravo ele é ser humano como tu!

VIVA O DIA DOS TRABALHADORE! —VIVA, VIVA e VIVA!!!

segunda-feira, 31 de março de 2014

MUDOS, SURDOS E CEGOS!

QUANDO A VIDA É ASSIM, SÓ NOS RESTA VER, OUVIR E CALAR!
MAS, ATÉ QUANDO VAMOS CONTINUA ASSIM...

sexta-feira, 28 de março de 2014

VIA EXPRESS I...




Pensando na vida mais uma vez, no obscuro...
Sem tema ou linha de raciocino, porque o modo de ser, pensar, ver, agir - está em função do amplo processos de: sensibilização, informação e capacitação forma e informal, a mudança de conceitos e valores, sentimentos e crenças, pautados na ética do cuidado.

Estamos andar como loucos, sem eira nem beira... Eu acho mesmo que estamos a ficar loucos, estamos cada vez mais desonestos, mais infiéis e com medos de perder o dinheiro do que o sentimento. Há pessoas a porem em primeiro lugar as coisas fúteis da vida, a absorverem as más culturas transbordadas  das grandes cidades do mundo perverso, que vão indo destruindo as nossas tradições patentes nesta mãe África desde a fundação do universo.


Eu tenho medo, tenho medo, morro de medo de acordar amanhã sempre robós. Não quero muito mais, por favor deixam-me dormido e me acordam quando tudo estiver nos conformes. Se assim não for, eu continuarei a ser aquele kandengue sem escola, pão, luz e água.

Mas, já notei que estão nem aí para comigo! Não obstante, serei Fuzileiro Moral, Comando Cívico e Forças Especiais da Defesa dos nossos legítimos direitos. Mas, até lá muito sangue, suor e lagrimas vai ser derramado em favor do povo liberto desta macabra ambição dos gunvulos da mwangolé que, põem-nos secos e surdos. 

E por meio de migalhas que caem dos seus grandes banquetes que, serve como presentes para os meros bajuladores que recebem isso com alforria, espezinhando os pobres irmão mesmo sem ordem, vão sempre partindo pela desordem do "Chefe disse, chefe mandou e sei lá que".

Vamos aonde assim, com mentes calejadas e atitudes marteladas. Aqui é só Deus nos acuda!

Mwangolé armado em vijú, é mbora mentira... Povo Burro!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ANGOLA... Tudo Xuxuado!



ANGOLA... Tudo Xuxuado!



É de inteiro conhecimento nosso que quando se fala de Angola tudo pode-se esperar, desde as:
- Candonga, gasosa, burla, business e comissões dentro do Governo
- Corrupção,  abuso de autoridade, ditadura total "M".


Aquí no país do "Pai Banana" é mais que na casa da "Tia Joana, Maria ou Madó", até parece a febre que se vai propagando por aí algures e até no nosso perante, o tal do "Colã Xuxuado"... As escravas da moda, pobres de moral e civismo vão usando os tais "Colã Xuxuado" alargadé, sem dignidade e respeito.

Em Angola paraece mesmo, que está tudo xuxuado... Eu acho que estamos a ficar loucos!

Os madiés do "Gunvulo" voltaram mais com o biling, a procedência das mesmas condições do antigamente, do âmbito da Política Especial de Requalificação de Zonas Urbanas de Luanda, lançada pelo PR.

No dia 19 de Novembro de 2011, Sábado, a partir das 6h:00, começaram as operações de realojamentos das pessoas que viviam à beira do Rio Ceco ou vala de drenagem das proximidade do Bairro Margoso ou "Chabá", localizado em Luanda  na Zona n.º5, propriamente no município da Maianga.

Desta feita, pretendem fazer o mesmo processo que, no ponto de vista social é bom para o povo, o trabalho que o EXECUTIVO está fazendo. Mas, o local onde vão ser realojados, não apresentam condições sociais básicas para viverem dignamente, tal como:
- Saneamento Básico
- Postos de Saúde
- Eescolas e nem redes de empregos para o povo.

E não só, as casa não têm os mesmo compartimentos da maioria das casas que serão destruído no bairro, são pequenas de mais para uma fámilia que a média do número dos membro intregante vai 6-15 pessoas. E eles não querem saber de nada, nem querem ouvir o povo das suas reclamações e condições exigidas.

Este país está mesmo "Tudo Xuxuado", que merda é esta... É melhor eu me calar para não ser inconveniente... Mas, porra não posso me calar não, isto é contra os direitos humanos e falta de humanismo e amor ao próximo. Os meus irmão e eu é que estamos a sofre na flor da pele esta situação drástica. Aquele é o meu bairro que me viu a nascer e crescer, tenho lá casa e famílias, aquele é nosso habitat... Nós merecemos um bocado de dignidade "Papoite Zé", não achas! Fala lá com os seu popilos para agilizarem as coisas.

Nós não queremos muito, podem ficar com o resto. Aliás, vocês já estão com tudo e querem nos tirar mais o que nos sobrou por mérito e direito como angolano ter uma casa própria.

Nós vamos aclamar, vamos lançar o nosso grito jubilar de socorrocom com toda as nossas garras.

Desde muito tempo, aquando criança que, eu vou ouvindo que "Angola é Grande... de Cabinda ao Cunene", com uma superfície de 1 246 700 km². Porra, chega para todos e sobra bué!!!

Desta vez já não vamos aceitar, ser o alvo desta nova modernização de zonas urbanas de Luanda e ficarmos numa merda.

Neste momento, o GPL está na segunda fase dos realojamentos que é retirar a maioria dos moradores restante no bairro para um zona do ZANGO, que não oferece condições socais adequadas e dignas.

Dada essa circunstâncias, nós os moradores do bairro não queremos ir a estas residências. Mas, sim que nos mandam onde eles quiserem desde que lá tenha mais condições habitacionais e sociais dignas, de direito e respeito como filhos desta nossas Angola, que é de todos nós e ela não tem dono como muito pensam...

Nós vamos sair as ruas e gritar por liberdade, transparências... O país está a produzir bem e vocês (Executivo), estão a transformar mal e a distribuírem atoa as riquezas do país... Porra não chega já terem da Ilha até ao talatona, Keros, Bancas, Medias, Condomínios e sei lá mais o que. Querem mais!

No entanto, Nós vamos fazer recolhas de assinaturas para rejeição das casas que estão a dar!

Sejamos unidos e fortes, para uma causa justa e nobre, lutemos pelo os nossos direitos e liberdades!

Não vamos deixar Angola ficar "Tudo Xuxuado"!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Muitas das vezes quando se propaga um assunto social é normal,  que este assuntos gera vários comentários ou opiniões de todos quanto necessário. Como se tem dito por aí afora "Toda opinião é válida" aquando se luta pelo um interesse ou uma causa. Mas, nem todas são aceitáveis, independentemente da opinião ser boa ou má. E no âmbito da rubrica da semana que se chama "Report Comment" ou um relatório de comentários que se encontram nos sites, blog's e redes sociais, que eu tenho visitado ao longo dos dias, na qual, farei questão de  partilhar convosco.

Vejam "Report Comment" desta Semana:

MAKA ANGOLA
Assunto: Urbanismo, Dólares, Gasóleo e Incompetência em Luanda

Por: Horacio Kalunge Classus


Em abono da verdade,a promessa eleitoral do MPLA que consiste em transformar ANGOLA num canteiro de obras e a construção de habitações para a população peca por defeito, por excesso, irrealista e populista já que:
1- Como e' que possível um pais carente e não produtor de matérias de construção básicas e fundamentais, assumir o compromisso de fazer obras em simultâneo a toda a extensão do pais?
2- Como e' possível que um pais com falta de operários de base como carpinteiros, pedreiros, eletricistas, canalizadores, operadores de maquinas, motoristas, técnicos básicos e médios competentes, quadros administrativos suficientes e capazes, mestres de obras etc.etc... E para não citar os quadros superiores, pode aventurar-se em conceber e executar obras a escala nacional e em simultâneo ;
3- Como compreender que um pais com empresas nacionais falidas,sem tecnologia e subvencionadas por um orçamento geral do estado "OGE" deficitário, atreve-se edificar habitações para as populações em geral a preço subvencionado e ou bonificado?
4- Como compreender que um pais com deficiência energéticas, abastecimento de água nas capitais províncias pode advogar levianamente o abastecimento de água e energia a todas as aldeias do pais a curto prazo?
5- Como entender que um pais que pratica salário mínimo de miséria se permite a subvencionar combustíveis, compra de habitações e pagamento de salários exorbitantes a trabalhadores expatriados e deixando a mão de obra nacional no desemprego e sem subsidio de desemprego e de velhice;
6- Como entender que empresas publicas do estado angolano encontram-se inoperantes por falta de obras, enquanto que o pais e' um canteiro de obras em execução por empresas estrangeiros e muitas delas disfarçadas em empresas nacionais e com a maioria dos seus trabalhadores de nacionalidade estrangeira e sem visto de trabalho e ou de residência " somente com visto turístico"

O acima exposto expressa bem o meu modesto ponto de vista, e para bom entendedor e cidadão , meia palavra basta... Havemos vamos

terça-feira, 28 de maio de 2013

Report Comment


Muitas das vezes quando se propaga um assunto social é normal que, este assuntos gera vários comentários ou opiniões de todos quanto necessário. Como se tem dito por aí à fora "Toda opinião é válida" mas, nem todas são aceitável independentemente da opinião ser boa ou má, aquando se luta pelo interesse próprio. E no âmbito da rubrica da semana que se chama "Report Comment" ou um relatório de comentários que se encontram nos sites, blog's e redes sociais, que eu tenho visitado ao longo dos dias, na qual, farei questão de  partilhar convosco.

Vejam algumas das opiniões que faço questão de reportar esta semana:

MAKA ANGOLA
Assunto: MPLA condena aproveitamento político do 27 de Maio
27-05-2013 | Fonte: O PAÍS
Por: HOJE É DIA DE LUTO :



Para todos os angolanos conscientes, hoje, Vinte e sete de Maio é dia de LUTO NACIONAL. Foi o dia em que há trinta e seis anos, o deixou o Quinto dos Infernos e aterrou na nossa terra querida. Todos os angolanos conhecem a História relacionada com esta data. Para os que a desconhecem e têm interesse em saber detalhadamente o que aconteceu, existem, à disposição dos leitores, muitos livros e principalmente descrições em vídeos no YouTube. Naquele dia, houve pessoas apanhadas no meio dos acontecimentos ou envolvidas por ele. Cada um viveu a sua experiência. Nesse dia, tinha estado a trabalhar até às três horas da madrugada, a concluir um Relatório sobre o Serviço onde trabalhava, que seria apresentado em Conselho Ministros. Às 6h 45m o Combóio Operário chegava à Estação do Bungo com menos passageiros que habitualmente. Os trabalhadores vindos no combóio informavam: "Lá em cima nos Muceques há uma grande maka! A confusão é muito grande! Grupos de soldados estão a incitar as pessoas para não ir trabalhar. Dizem que todos têm de seguir para o Palácio fazer uma Manifestação. Já ouvimos alguns tiros. Outras pessoas diziam que os soldados do Nito Alves tinham prendido vários Comandantes do MPLA. Hoje temos de ter muita atenção! Ninguém deve andar à toa! A situação está mal. Alguns trabalhadores disseram-me para voltar para casa." Não o devia fazer. Arrisquei e fui buscar o Relatório em que trabalhara até de madrugada. Deixei-o no local acordado para que o meu Director,o pudesse apresentar na reunião do Conselho de Ministros e voltei para casa. A Rádio Nacional dava a conhecer que Nito Alves liderava um movimento popular de protesto que se dirigia para o Palácio Presidencial, para apelar ao Presidente Neto que tomasse uma posição contra o suposto rumo de influência Maoísta que o MPLA estava a seguir e para que alterasse essa tendência com o retorno à linha Marxista-Leninista pura. A Rádio Nacional anunciava o evoluir da situação. A emissora fora já tomada pelos revoltosos e transmitia música revolucionária, com elementos do Grupo KUDIBANGUELA! As pessoas telefonavam umas para as outras, relatando os acontecimentos que ocorriam nos seus bairros. Sabia-se que aumentava o número de manifestantes em direcção ao Palácio; que o Comandante Iko Carreira tinha conseguido fugir aos que o foram prender, graças ao soldado cma que fazia a sua segurança, mas que outros importantes Comandantes já tinham sido presos e encontravam-se nas mãos de Nito Alves. Entretanto os telefones deixaram de funcionar. A única fonte de informação era a Rádio Nacional em poder dos Kudibanguelas. Algumas horas depois, subitamente, a emissora parou de transmitir, ouvimos algumas palavras incompreensíveis, com sotaque espanhol, alguns gritos e vozes de adolescentes: "ai ué! não me mata, só. Nos mandaram estar aqui!". Eram adolescentes e jovens que ocupavam esta Emissora a serem atacados com armas brancas por tropas cubanas, que tinham entrado sem farda. A Rádio Nacional acabou por ser tomada e funcionava já sob as ordens do Governo passando a relatar a versão oficial do desenrolar dos acontecimentos. Durante o dia e noite ouvia-se tiroteio nos Muceques. No dia seguinte foi anunciado que a Revolta tinha sido dominada. Dezenas de milhares de angolanos foram torturados, mandados para campos de concentração e fuzilados sem julgamento, neste período negro da história angolana. O golpe fracassou devido ao apoio das forças cubanas estacionadas em Angola. O mais terrível de toda esta tragédia, foi a decisão de Agostinho Neto, tomada a quente, ao saber que os seus DEZ mais importantes Comandantes tinham sido mortos pelos revoltosos, determinou o fuzilamento sem julgamento, de todos quantos se achavam ligados de alguma forma a Nito Alves ou ao Movimento dos Fraccionistas, como foi conhecido. Devido a esta ordem, muitos praticaram terriveis ajustes de contas. Milhares de inocentes foram torturados e fuzilados sem pertencer ao Movimento dos revoltosos. O tinha cumprido os seus desígnios. Angola mergulhou num luto total. Ainda hoje muitas famílias não sabem onde param os seus familiares desaparecidos. Que a misericórdia de Deus contemple todos quantos morreram inocentes nesta grande desgraça. QUE A PAZ EXISTA PARA SEMPRE NA NOSSA TERRA.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Um Português Consciente!


O CHIP PORTUGUÊS

O desemprego é um flagelo que atinge de forma brutal a sociedade portuguesa. É lamentável. Mas, a obstrução ao emprego em Angola, nalgumas áreas em que é reconhecida a existência de pessoal local diferenciado, por causa do desemprego em Portugal, não é menos lamentável e começa a ser um drama, que deixando indiferente os portugueses, ameaça vir a potenciar um perigoso foco de tensão social.
E não vale a pena tentar tapar o sol com a peneira porque não estamos perante uma narrativa ficcional. Estamos perante uma realidade amarga, que começa a afectar a vida muitos angolanos com reconhecidas aptidões académicas e profissionais.
É evidente que, longe de quaisquer tentações chauvinistas, ninguém de bom senso pode deixar de reconhecer como sendo bem vinda a mão de obra portuguesa qualificada desde que, para ocupar funções para as quais não haja, literalmente, angolanos à altura.
É evidente também que ninguém de bom senso tem dúvidas de que, em alguns sectores da sua economia, Angola ainda não dispõe de quadros em quantidade e qualidade suficientes para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Ninguém ignora isso.
Mas, esta realidade não pode servir de pretexto para, intencionalmente, os angolanos qualificados serem votados ao desemprego e o país colocado à mercê do monopólio de mão de obra estrangeira, seja ela portuguesa ou outra qualquer. Com este monopólio, em vez de emigrantes, estamos perante uma nova “invasão” de cooperantes portugueses que, “vindo à pé” como diz o povo, em muitos casos, exercem funções que podem perfeitamente ser desempenhadas por angolanos.
Estamos perante uma “invasão” propulsionada a pretexto da lusofonia, como se de repente tivéssemos perdido a nossa identidade e tivéssemos deixado de ser em primeiro lugar angolanos. A culpa é dos portugueses ? Não! A culpa é das nossas elites, que estão com os reflexos condicionados por terem incorporado um chip português na sua estrutura mental, que as faz pensar que o centro do mundo é Portugal e a nossa capital Lisboa.
A culpa é ainda das nossas elites porque por detrás das empresas portuguesas de pretenso direito angolano está, invariavelmente, sempre uma figura de proa do sistema, que não controlando nem a sua gestão financeira, nem a natureza dos seus recursos humanos, está apenas preocupado em engordar os bolsos, sem se aperceber que por detrás dos seus bolsos há quem, vindo de fora, engorda ainda muito mais...
Porque assim sucede?
Porque a maioria dos portugueses que aqui aporta está apenas preocupada em tentar resolver os seus problemas através de Angola mas, Angola não tem visto os seus problemas resolvidos através de muitos desses portugueses, que se apresentam no mercado com arrogância e complexo de superioridade. Os portugueses não estão aqui porque gostam de Angola e da sua (má) qualidade de vida. Não tenhamos ilusões!
A maioria dos portugueses está aqui exclusivamente para defender o seu emprego e prolongar o mais tempo possível a sua dourada permanência em Angola. A culpa é dos portugueses? Não! Mais uma vez a culpa é das nossas elites governamentais, que incorporando um estranho síndroma, não são capazes de dar a quadros diferenciados de Angola, Cabo-Verde ou da Índia, por exemplo, as mesmas oportunidades dadas aos portugueses...
Ainda recentemente, uma grande consultora luso-angolana foi confrontada com a necessidade de recrutar engenheiros e a solução que a parte portuguesa se preparava para encontrar, seria a “importação” de engenheiros portugueses que estão em Portugal no desemprego...
Valeu então a intervenção da liderança angolana na empresa que, em menos de uma semana, conseguiu mobilizar 38 engenheiros angolanos que estavam fora do mercado de trabalho! Desses 38 engenheiros apenas seis se licenciaram em Angola, tendo os demais sido formados e concluído os mestrados nos Estados Unidos, na Rússia ou na África do Sul. O argumento a seguir evocada pela parte portuguesa era o de que esses engenheiros não tinham experiência...
Ora, aqui está um falso problema. Se, neste e noutros domínios, os angolanos não têm experiência, então porque não dar-lhes oportunidade para a adquirirem?
Onde está, por outro lado, a experiência de jovens cooperantes lusitanos com pouco mais de 20 anos vindos de Portugal e que, em muitos casos, saídos directamente das universidades, se apresentam no nosso mercado de trabalho como consultores?
Porque razão entre um angolano e um português, ambos formados na mesma universidade em Portugal e detendo, nalguns casos, o angolano melhores performances académicas que o português, na maioria das empresas lusas, este beneficia de um ordenado três a quatro vezes superior?
É evidente que amantes da cultura de insubmissão e avessos à humilhação, muitos dos jovens angolanos nestas condições, acabam por fazer valer as suas competências em empresas não portuguesas onde auferem salários e condições de trabalho bem mais dignas.  Alguém pode explicar em Lisboa a razão para tão gritante e ofensiva descriminação?
Uma boa parte dos escritórios de advogados de angolanos associados a portugueses começa a ser controlado por estes a partir de Lisboa através de mecanismos subtis de subalternidade do papel dos advogados angolanos.
No domínio do cirurgia cardíaca não seguimos o exemplo da Costa do Marfim cujo representante no último congresso dos médicos realizado no nosso país foi claro em relação à terapia ali utilizada. Dois anos de permanência de médicos canadianos e franceses foi suficiente para os dispensar e “costa-marfinizar” as cirurgias. Por aqui, não sucede o mesmo com a vinda de médicos  portugueses. A culpa é dos portugueses? Mais uma vez, não! Mas, lá que é preocupante, lá isso é... 
Ninguém em Angola tem duvidas do tique racista que emana do comportamento dos franceses em África. São claros e não escondem! Com os franceses, sabemos com quem estamos a lidar. Os portugueses, na sua relação connosco, incorporam um insustentável paternalismo, como se pudéssemos voltar a ser tratados como nos velhos tempos, como bons rapazes...
Quantas empresas portuguesas de direito angolano têm na sua liderança em Angola quadros angolanos com poder de decisão? A excepção do caso de Lopo do Nascimento, que é quem é, e que abriu as portas para a injecção de capital angolano na COBA em Portugal, nenhuma empresa lusa acredita nas capacidades e nas competências dos angolanos. O mesmo sucede com a cooperação chinesa.
Quantas empresas portuguesas seriam capazes de nomear um angolano como seu representante para África? Nenhuma! A brasileira Odebrecht, que não tem em Portugal nenhuma construtora com a sua dimensão estrutural e músculo financeiro, fê-lo sem pestanejar e nomeou um angolano para o representar no nosso continente.
A diferença está aqui. A maioria dos portugueses ainda não percebeu que a lusofonia é uma tentativa sub-reptecía  do prolongamento da francofonia, agregadora de laivos de neocolonialismo expressa no comportamento dalgumas das suas empresas, consultoras e agências de comunicação em Angola.

QUANTAS EMPRESAS PORTUGUESAS SERIAM CAPAZES DE NOMEAR UM ANGOLANO COMO SEU REPRESENTANTE PARA A AFRICA? NENHUMA! A ODEBRECHETH FÊ-LO SEM PESTANEJAR. A DIFERENÇA ESTÁ AQUI...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulher, mulher, mulher e sempre "MULHER"


Mulher, mulher, mulher e sempre "MULHER"

Quando o mundo vê-se abandonado clama-se as mulheres por júbilo, por que os seu choros são abençoados.

Mulher! Mãe seria vulgar, filha seria prematuro. Tu és a nossa existência, perdoa-nos e peço clemência.

Kilumba, mulher zungueira num mar de sangue, entristecido pela perda e poucos ganhos mas, que conseguiste nos criar a todo custo. Não acredito que tu perdeste, por que só tu sabes a dor de um parto.

Lembro-me dos seu prantos choramingando, que nem gotas de orvalhos nas pontas das folhas amargas e venenosa de uma planta silvestre que nem formigas saboreiam, tu continuaste com os seu passos numa longa caminhada na luta pela sobrevivência.

Ao longo do tempo que foi seguindo a suas pegadas, também foi aprendendo e vendo o quanto sofreste, e nem sei se conseguirei seguir-te até ao final.

Mulher nunca desistes, estamos aqui do seu lado e não para pagar mas recompensar-lhe. Ninguém paga os seus feitos, mas também não serás esquecida.

Vindo das partes mais distantes, do Cunene, Lubango até Luanda de pés descalços, corpo adornado de vestimenta típica, com os seus óleos de mupequete que untam corpo numa terapia estética típica africana, na qual é queridas pelas ilusionistas mulheres de Luanda que compra-lhes para fins de beleza estética. E assim vão fazendo o seu negócios, mulher "Mumuila".

Mulher mumuila, beleza mítica e rara do sul de Angola. Nginga M'bandi és a rainha e guerreira que rendo-lhe veneração, do norte ao sul e de Cabinda ao Cunene todos te reveneram.

Não és só mulher pelas tranças típicas do bailundo ou da sua carapinha dura. E nem pelos recantos sorridentes da aberturas dental da mulher de Benguela, nem da suas curvas corpulento juvenil da mulher "mucubal". Mas, que és mulher és!

Mais do que ser, tu tornar-se-a tu e serás chamados de mulher verdadeira apesar da ciência deturpar o vosso papel. Mais do que ter vida, tu és sobrevivente desta inúmera declinação cirúrgica do esplendor do sofrimento africano doentio. Mais do que nascer tu cuidaste-me, mesmo sem pão ou água. Com o suor dos seu rosto caindo na terra lavrada de dia a noite que, colhia-se no tempo oportuno a ginguba e a mandioca que servia de alimento sólido e líquido para a família inteira. Quando doentia, do leite fresco e azedo da vaca magra na manhã do dia não faltava.

Mulher merece, mesmo nas mais sedentas caminhadas do deserto a única cota de água de um cantil foragido de soldado morto sem forças de ingerir a última cota. Assim, é oferecida esta mulher para dar continuidade desta grande geração.

Mulher mais do que mãe, Senhora e Dona de Casa, Educadora é um simples título, ela tem mais atributos. Ela é mestre de obras quanto aos primeiro cuidados que se deve dar os primeiros anos de vida de um bebé recém nascido.

Mulher, nós não te esqueceremos, viverás sempre nas nossas mentes, não por ser nossas esposas, companheiras ou mesmos irmãs.

Simbolizados como África, tu existe desde o Polo Sul á Norte e até a partes mais obscura do mundo.

Mulher, tu mereces!
Viva Março Mulher! Vivaaaaaaaaa!!!